Chefe ou influenciador organizacional?

Sandra Magalhães Consulting

Sempre, depois de um grande desastre ambiental, como um Tsunami por exemplo, ocorre um grande movimento de retomada. E nesse momento, mais do que pessoas dispostas a reorganizar a vida, precisamos de pessoas que nos inspirem, e nos digam o que e como fazer. Nas empresas não é diferente.

Encontramos duas situações atualmente, empresas no Brasil que vêm sofrendo a alguns anos crises de todas as ordens, passando por redução de quadro de pessoal, sem terem tempo para que os processos fossem revisitados, e do outro lado, temos líderes sendo contratados que chegam sem ter uma equipe. Em ambos os casos precisamos enxergar esse momento como uma oportunidade.

A oportunidade de liderar sem uma equipe oferece muitas possibilidades: maior autonomia, uma chance real de impulsionar a tomada de decisões estratégicas, uma conexão nova e mais ativa com os executivos seniores e o CEO. Mas há uma desvantagem – como você torna real as idéias e os conceitos sem uma equipe atrás de você? E como você mantém o cliente feliz, sendo que ele cada vez mais, quer uma entrega de serviços e produtos mais complexa, por negociações financeiras cada vez mais enxutas?

Meu ponto de vista é muito simples, a era dos C-levels prematuros, despreparados, está com os dias contados. As empresas precisam nesse momento, de velocidade, serem assertivas, e precisam procurar alguém com experiência de liderança real, habilidades de pensamento crítico e um líder no planejamento e execução estratégicos para assumir a liderança.

Nesse cenário vejo dois caminhos, a contratação direta desses profissionais, ou a busca de empresas pequenas especializadas em reverter quadros em momentos de crise, revisitando processos, pessoas, cargos, estratégias de produto, etc..

Considerando que a empresa vai procurar esse profissional, ainda fica a pergunta: – Como seguir sem ter uma equipe por trás? E é aí que entra mais um ponto dos perfis profissionais que vão fazer diferença. É preciso encontrar influenciadores e sair do modelo comando e controle. O influenciador organizacional tem uma visão macro da empresa, e tem que buscar desbloquear recursos, mostrando pontos de benefícios para toda organização. É como se ele estivesse trabalhando muito mais para dentro do que para fora, é aquele profissional capaz de somar, aceitar, abrir mão, entregar, trocar, com e através das pessoas da empresa, sempre em prol de um único objetivo. Sem dúvida essa não é uma função fácil e trata-se de um perfil bem específico, que pode ser mais bem avaliado através de testes como o DISC, que traduzem o perfil Influenciador com muita precisão.

O líder sem equipe, não se envolve nos problemas de gerenciamento de pessoas, prestação de serviços ou implementação. Seu papel é focar em superar todo tipo de ruído e liderar em um nível estratégico. É ser o viabilizador. É estar atento ao serviço que será entregue ! É fazer com que toda a organização adote suas idéias, e que sigam seus ensinamentos. Acredite, num ambiente caótico, todos precisam desse modelo de líder, precisam ter alguém que mostre o caminho, e que crie esses laços que fazem com que todos sigam numa mesma direção sentindo-se seguros, apoiados, respeitados.

O líder sem equipe é aquele que diz onde está, onde vai, como vai, é aquele que celebra as pequenas vitórias, que explica os desafios e se comunica incansavelmente!

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