FUTURO DAS CORPORAÇÕES

Durante todo meu período laboral, nunca havia me deparado com um momento de transição nas corporações tão complexo.

Seja nas inúmeras empresas que precisei fazer uma imersão para entender como e onde havia espaço para uma evolução digital, seja dentro das empresas em que trabalhei, não importando a indústria ou natureza de prestação de serviço, o fato é que tenho me deparado com uma desestruturação generalizada, liderada por profissionais nem sempre preparados para essas mudanças, com pouca experiência para previamente  mitigar riscos inerentes ao momento.

A pressão por resultados somados à pressão da tecnologia vem apertando cada vez mais o cerco daqueles que resolveram esperar um pouco, achando que “as coisas não mudariam tão rápido”. O fato é que mudaram e além disso, a busca por eficiência, veio de forma muito mais acirrada por conta das instabilidades financeiras globais.

Mundialmente estamos sofrendo mudanças drásticas, que sabidamente ocorrem de dentro para fora. Com a legislação não tem sido diferente, recentemente fomos surpreendidos com a comunicação da nova legislação trabalhista, que nos faz olhar para a maneira como nossas empresas vão operar, o modo como seus funcionários irão colaborar, a forma de se relacionar e a maneira como eles estarão configurados.

Essas mudanças impulsionadas pela tecnologia permitem que toda a  corporação seja mais ágil e flexível, com menor custo.

Garantir o sucesso dessas mudanças passa por uma enorme reformulação, principalmente em relação à sua governança e gestão do conhecimento.

Esses dois pontos que atualmente são praticamente manuais, tendem a ser totalmente informatizados, e aqui estamos falando de exemplos como o registro de um funcionário pelo RH. Essa automação de tarefas mais simples e repetitivas, abrirá espaço para um novo perfil na empresa, como a contratação de um time mais especializado para leitura dos dados, interpretando-os e gerando insights mais avançados.

Quando olhamos para o setor financeiro, por exemplo, os funcionários que atualmente lidam com faturamento e pagamentos de centros de serviços compartilhados, podem se tornar desnecessários, já que a IA pode ser usada para gerar pontuações de crédito, identificar fraudes e identificar oportunidades de negócios ocultas nos dados. Isso não significa que esses funcionários serão dispensados; em vez disso, eles se concentrarão em tarefas de maior valor agregado.

É uma desconstrução em cadeia, que passa por acessos e trabalhos remotos, mas que tem que ser controlados em horário de serviço, ao mesmo tempo que nos permite trabalhar num nível de interconexão global nunca antes imaginado. Estamos no caminho de construir estruturas ágeis, trabalho mais fluido, respeitando muito mais as características individuais de cada colaborador do que as tarefas atreladas a cargos formais.

Mas e as corporações, como estão encarando essas mudanças, e como estão se preparando para esse futuro quase presente? O que ocorre é que até a forma de planejar uma mudança dessa magnitude, não é a mesma que se fazia anos atrás. Novas técnicas precisam ser adotadas, novos frameworks, metodologias ágeis, líderes disruptivos, que entendam a dualidade de um momento de transição, que saibam gerir no caos sem perder o foco, que seja aberto ao risco.

Se você ainda nem começou, é hora de pensar seriamente em todas essas mudanças. O trabalho é longo e árduo, e sem planejamento e iniciativa, as consequências podem ser irreversíveis.

 

 

 

 

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