Antecipatory Design & IoT

Quando falamos em design de novas tecnologias e em como elas estarão inseridas nas nossas vidas, normalmente pensamos em produtos que resolvam problemas reais, e que de alguma forma nos tirem steps desnecessários de decisão que já não cabem mais no nosso dia a dia.

Mas na verdade, o que já vem sendo entregue por diversas indústrias é um modelo preditivo que vem para mudar completamente a forma como as empresas vão ter que lidar com seus concorrente no futuro próximo.

Uma das indústrias que vem trabalhando com esse modelo é a Saúde. Em alguns casos, para um modelo preditivo de sucesso, é necessário uma boa estratégia que passa entre outras coisas por necessidade de fusão com outras empresas, para garantir que todos os dados necessários estejam integrados. Não se trata apenas de pensar num produto e sair desenhando uma plataforma qualquer, trata-se de entender que tipo de informação preditiva vamos ofertar, e como podemos criar laços com empresas que serão fundamentais para que essa entrega ocorra de forma eficiente .

Outra indústria que vem se modificando e mudando completamente a forma de se relacionar com seus clientes e ofertar seus serviços é a indústria de seguros, que deixa de focar no sinistro, para vender proteção e prevenção do mesmo.

Dados conectados, empresas unindo suas fortalezas, tudo para trazer uma visão bastante ampla do usuário, e de alguma forma antecipar-se às necessidades deles.

Outro dia estava lendo que a americana CVS (grande farmácia nos EUA) comprou a Aetna (Empresa de seguro de saúde) . Esse tipo de integração vertical pode trazer um aprendizado riquíssimo , já que a integração dos dados do indivíduo dentro de uma farmácia, desde os seus dados de compra de artigos de perfumaria, até medicamentos sem receita, pode ajudar a empresa de seguros na orientação sobre comportamento de saúde.

Como todo negócio nasce de uma necessidade, o que ocorre é que, com o aumento constante dos planos de saúde, as pessoas estão cada vez mais se auto medicando, ou até mesmo, evitando de se medicar. Só que colocar os pacientes em risco financeiro não é saudável, nem para eles, nem para o sistema de saúde. Por outro lado, como estar próximo desse usuário e trazendo algum benefício real e preditivo que justifique um novo canal de integração que mude a vida desse indivíduo?

Tudo indica que cada vez mais teremos interfaces de voz trazendo grandes benefícios terapêuticos e emocionais. E nesse ponto o design cada vez mais deverá ser e estar obcecado pelo o usuário e centrado nesse paciente.

Tecnologia conectada, é sem dúvida a nova fronteira digital. Dominado pela Internet das coisas (IoT), o futuro se apresenta de forma com que todas essas interconexões de dispositivos sem fios, e objetos do nosso dia a dia (geladeiras, fogões, carros, etc) enviem e recebam dados pessoais. Não tem limite, ou pelo menos essa é a sensação que nos dá. O que vem dando frio na barriga, até porque não consegue acompanhar a velocidade da tecnologia, é a segurança e a privacidade que esses modelos ameaçam mais a cada dia que passa.

 

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