MOBILE MUDA A FORMA DE SE CONSUMIR MÍDIA

É fato ! O crescimento de uso de telefonia móvel impressiona! Com isso temos em  2014 uma oportunidade de crescimento nos orçamentos de publicidade móvel, já que eles ainda não são proporcionais ao crescimento do uso da plataforma e tempo de navegação (veja no fim do artigo)

A principal diferença está na dependência do setor de web para o cookie e sua ausência em dispositivos móveis. Nesse universo a dependência de cookies é um fato,eles são o principal meio de identificação, porém desde o surgimento da publicidade digital, os cookies vem sofrendo alguns ataques associados à credibilidade, vazamento de dados, fragmentação, gerando medo aos consumidores e compradores de mídia. Alguns questionamentos prometem de alguma forma promover fortes mudanças na indústria da publicidade digital.

privacidade
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Por interesses distintos, esse é um assunto que ainda divide muito as opiniões. Mozilla comentou recentemente que não acredita que publicidade e consumo de privacidade sejam conflituosas, no entanto, a opinião generalizada é que eles são . A reação resultante, tanto da indústria de tecnologia quanto dos consumidores, é o crescente número de navegadores bloqueando cookies de desktop por padrão. Somado a isso, o comportamento do usuário também vem mudando, com o hábito de apagar os cookies e bloquear os anúncios. Também temos que lembrar das empresas que bloqueiam anúncios nas suas dependências, e sabendo que o principal consumo web ainda se dá no ambiente de trabalho, e considerando que os portais entregam em sua maioria sua publicidade configuradas para contabilizar a entrega na saída do servidor (count on rquest) e não no momento em que ela é efetivamente entregue  na tela do usuário (count on download), o que resta é um número inflado de entrega e uma falsa sensação de CTR baixo, já que se a publicidade não foi vista, obviamente não poderia ter sido clicada. Isso tudo cria análises muito frágeis e questionáveis!

Muitas tentativas de soluções já foram testadas e lançadas como efetivas, entre elas podemos citar Spider.io, a defesa do consumidor com a TRUSTe, mas nenhuma dessas soluções lida com a questão central, que é a necessidade de um método favorável ao consumidor e universal para reconhecer com precisão o público em grande escala.

Trazendo o raciocínio de volta aos dispositivos móveis, essa indústria se diferencia pois ela não têm a dependência do cookie, a  publicidade digital tem a oportunidade de acompanhar Facebook, Twitter e “mobile -first ” a exemplo do Google . Todos reconheceram a dimensão da oportunidade , e que o smartphone é inerentemente um dispositivo mais pessoal.

Tamanho é o reconhecimento dessa mudança, que o Google agora desenvolve primeiro todos os seus produtos móveis, o Facebook anunciou que a receita móvel representar 41 por cento dos seus lucros trimestrais e Twitter mais recentemente adquiriu MoPub da ordem de US $ 300M .

Mobile, em teoria, pode definir com maior  precisão o seu público do que um dispositivo de desktop. Por exemplo, quantas vezes é que mais de uma pessoa usa o seu computador de casa em comparação ao seu smartphone?

Notícias recentes sugerem que o Google caminha para abandonar completamente o uso dos cookies.Ele vem desenvolvendo uma tecnologia adiD que  ” iria oferecer certa privacidade e melhorias de segurança sobre o cookie”.

De um lado temos a dependência que toda essa indústria criou no cookie, do outro lado a tendência de termos cada vez menos soluções para os reconhecidos problemas dos cookies. Portanto teremos que começar a pensar em como lidaremos com essas questões. Sabemos que muitas empresas ainda lucram com isso, e que velhos hábitos custam a morrer, mas um bom caminho é gastar energia em como podemos ser eficientes sem precisarmos depender tanto dos cookies, e da privacidade dos usuários.

O estudo International Ad Forecast, do Warc, sobre o investimento publicitário aponta que a média global deverá crescer o dobro em 2014. Neste ano, o percentual chegou a 2,2%, taxa que dobrará para 4,4% no próximo ano. O relatório prevê para o Brasil um crescimento de 6,5% em publicidade. Os números são baseados em informações de 11 mercados (Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido) e cobrem os meios de televisão, jornais, revistas, internet, mobile, outdoor, rádio e cinema.

 

 

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