PRIMEIRA, SEGUNDA, TERCEIRA TELA,VOCÊ ESTÁ PREPARADO ?

MULTIPLATAFORMA, MULTI-TELA, TERCEIRA TELA, esses são temas que constantemente esbarramos no nosso dia a dia, mas afinal, o que de fato isso implica nas  nossas vidas, quais os pontos de atenção que devemos ter ao lidar com esses assuntos?

1,2,3Convergência ou  Multi qualquer coisa ?

Em primeiro lugar, é necessário entender o que significa cada uma dessas mídia/telas na sua empresa. Entenda cada particularidade do seu negócio, do seu produto , das suas marcas e como seus clientes a enxergam em cada um desses meios.

Quem é quem em cada caixinha ?

Uso a TV para relaxar e me distrair ? Quero um acesso rápido de consulta e logo pego meu celular ? Busco um lugar onde possa passar horas explorando , estudando, jogando e acabo lançando mão do meu tablete ? Enfim, o estudo comportamental dessas telas  é fundamental para que possamos produzir o conteúdo ideal para cada uma delas.

O que me move, o que me motiva ? Para cada uma dessas mídias utilizaremos o nosso MELHOR  produto / marca .

Hoje podemos identificar vários relacionamentos possíveis entre as telas, que acabam por gerar modelos distintos, como por exemplo a teia de navegação (onde o usuário utiliza o celular ou o computador para buscar mais informação sobre o conteúdo que está vendo na TV) ou a teia social (que é quando ele compartilha nas redes sociais o que está assistindo na TV e manda sms sugerindo o programa a um amigo ) .

O fato é que replicar o mesmo conteúdo para todas as telas  é o erro mais grave que podemos cometer em alguns casos. Um produto é mais do que uma ideia, é mais do que um site, e é mais do que uma transação ou uma lista de funcionalidades. Um produto deve proporcionar uma experiência ou serviço que agrega valor à vida de alguém satisfazendo uma necessidade ou satisfazendo um desejo. Compreender como as pessoas usam um produto e contam suas histórias ajuda a criar projetos melhores caminhos críticos e experiências para cada plataforma na concepção de um ecossistema multi-screen contínuo.

A história pode começar numa tela e terminar em outra, ela pode ter personagens distintos, dependendo da tela, ela pode ser complementar, com mais conteúdo, e menos imagem ou vice-versa,

Não acredito em telas mais ou menos importantes, como falei acima não se trata  de convergência, muito pelo contrário, estamos num momento de múltiplas telas, o que precisamos prestar atenção é ao real comportamento que se vem dando a cada uma delas. Pensar que o Smartphone é uma ferramenta on-the-going, ou seja que é acionado quando o usuário está fora de casa e do alcance de um computador pessoal ou tablet, é uma afirmação da qual discordo. Essa é uma visão equivocada ! O Smartphone vem cada vez mais se tornando uma plataforma própria e não um substituto, isso tanto em casa quanto on-the-going.

Desafios

  • Como desafios principais para esse projeto, elencaria a escolha correta da linguagem a ser utilizada  por parte dos desenvolvedores . Desenvolvedores devem fazer tudo para tornar seu software apto a rodar em diferentes dispositivos.
  • O outro ponto  é estar atento às tendências de usabilidade. Não adianta lançar um produto fantástico para dispositivos móveis de teclados, por exemplo, se a principal tendência já se tornou usuários com dispositivos sensíveis ao toque. Isso significa que o software/produto  estará sempre correndo cross-platform :  tanto para toque como para  plataformas baseadas em teclado para tablets e computadores , sempre pelo mesmo usuário e  com o mesmo dispositivo físico.
  • Ainda como ponto crítico e  sem solução até o momento são as expectativas sobre as possibilidades de migrar entre uma plataforma e outra sem ônus para o usuário, e mais, sem perder a continuidade que deverá permear a experiência multi-plataforma . O usuário vai chegar num momento onde deixará o trabalho aberto num computador no escritório e  vai terminá-lo num  tablet em casa?  Ou iniciar um jogo num mobile na espera de um Metro, e ao entrar na condução e sentar-se, continuar de onde parou usando seu tablet. Quando digo que esse ainda é um desafio para os desenvolvedores é por que algumas plataformas são tecnicamente incompatíveis, mas o fato é que os usuários vão querer se mover entre as plataformas sem se sentir preso a qualquer dispositivo por seu software.
  • Pelo lado da publicidade para um mesmo conteúdo (mesmo que apicado às diferentes plataformas), vale o estudo sobre qual a melhor forma de comunicar a minha marca ?  Unificada ou separadamente ? Para essa questão vale uma pesquisa sobre o público específico que consome seu conteúdo ou sua marca em cada uma das plataformas que navega. Por exemplo, se tenho um campeonato de Basquete que é patrocinado por uma indústria de cerveja, será que a marca do público que assiste ao jogo pela TV é a mesma do perfil do público que assiste pela Internet?Talvez não, mais uma vez a convergência das marcas  por produto , desprezando a tela, pode não ser uma boa estratégia. Talvez seja necessário usar marca A para plataforma 1 e marca B para plataforma 2. Posso afirmar que atualmente já encontramos alguns clientes que utilizam corretamente a aplicação da marca ao público que a consome por plataforma, mas a grande maioria despreza esse ponto.
  • Já, a entrega de vídeo multiplataforma tem seus próprios desafios , exigindo uma coordenação perfeita entre diferentes redes e plataformas de dispositivos. Cada um tem necessidades diferentes : Por exemplo, o vídeo móvel pode ser entregue em uma resolução inferior à de vídeo para o PC, e certamente menor do que com qualidade de TV . Assim, as melhores tecnologias selecionadas para apoiar estes serviços terá implicações significativas nos custos de banda / distribuição aos servidores de vídeo. Outros pontos são em relação à compressão dos vídeos e taxas de bits para  cada dispositivo.
  • Para além dos desafios tecnológicos , prestadores de serviços devem enfrentar as várias questões de direitos associados com a distribuição de vídeo em múltiplas plataformas. DIreitos de imagem não são multiplataforma, e ao se ter um direito de uso de imagem para a TV, por exemplo, se esse conteúdo migra para Internet o contrato tem que ser revisto. Muitos fornecedores de serviços estão se aproximando de proprietários de conteúdo com ofertas multiplataforma , mas acordos de legado não pode incluir novas plataformas. Além disso, as análises de custo-benefício são difíceis nesse modelo de receita.  Hoje o que ainda encontramos são acordos baseados num  desejo de agregar valor ao pacote, mas , eventualmente, os custos passarão a  exigir algum modelo de receita mais sustentável e com métricas mais claras.
  • Por último vale citar a grande questão da unificação desses dados, métricas, receitas geradas de forma tão descentralizada. Fazer essa integração de todas essas plataformas requer um conhecimento profundo e unificado de estruturação das bases cadastradas nas  plataformas com um agregador que deve ser cuidadosamente escolhido para que seja capaz de extrair e unificar toda essa informação.

Recentemente entreguei um projeto bastante audacioso que teve como desafio justamente essa integração de plataformas. Com as ferramentas certas, podemos linkar os criadores de conteúdo para construir a relevância da marca, aumentar audiência e receita publicitária. Trata-se de preparar o ambiente para que o usuário possa fluir entre as plataformas .

Caso necessitem de maiores esclarecimentos não hesitem em entrar em contato .

SM

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